ODEIO-TE E AMO-TE || Opinião

agosto 11, 2017



Este livro começa já com uma história muito engraçada por detrás da compra. Na noite anterior a encontrar o livro ouvi falar dele pela primeira vez. Uma leitora perguntou-me o que achei do livro porque pensou que o tinha visto algures comigo. Funny story eu não tinha o livro e até andei á procura nas estantes. No outro dia saí e quando desviei a minha rota no supermercado para ir aos livros dou de caras com o “livro amarelo” e tive que me rir, era como um jogo, mais um dos jogos da Luce e do Josh.

Devo dizer que li o resumo do livro e pensei “vai ser só uma história de amor ódio e carradas de tensão sexual? Mehhhh”, acho que já tenho a minha cota desses livros. Tenho que vos dizer de verdade, que faziam anos desde a ultima vez que me apaixonei tanto por um livro, adoro apenas um dia, mas o sentimento que tive ao ler esse e o “ODEIO-TE E AMO-TE” não podia ter sido mais distante. Não me senti tão entusiamada com um livro desde que li as cinquenta sombras de Grey ás escondidas ahaha.

Talvez o motivo pelo qual me apaixonei tanto seja o facto de ser muito, mas muito parecida com a Luce, tipo altos de identificação, do género “alguém andou a readaptar a minha vida?”. Claro que apenas no aspeto da personalidade da Luce, ainda não apareceu Josh nenhum na minha vida ahaha

O livro conta-nos a história de um homem e de uma mulher que trabalham frente a frente numa editora como assistentes dos “grandes”, eles vinham de editoras diferentes com os respetivos chefes até que houve uma fusão e foram obrigados a passar oito horas por dia fechados numa grande sala de espelhos a trabalhar e a olhar um para o outro. O único pormenor é que se odeiam, detestam, passam o dia a fazer jogos para fazer o outro fraquejar.

Não quero contar muito mais da história porque quero que leiam, que se apaixonem como eu me apaixonei. Eu fiquei estes dois dias e meio acordada até as duas da manhã a ler o livro, eu simplesmente não queria deixa o Josh e a Luce, e o mais engraçado é que achei que sabia tudo e á medida que o livro avança percebo que tal como a Luce também estou a descobrir este Josh que não é o parvalhão sem coração que parece ser. Esta história tem tanto de real como de engraçado, eu ri ás gargalhadas com a Luce, ela é hilariante com frases do género “dava-lhe um pontapé rotativos” ou “(...) ele viu-me com o meu pijama do sonossauro” ou até a sua enorme coleção de smurfs... ela é incrivelmente doce (risinhos cínicos da minha parte) e medricas, mas ao mesmo tempo ela tem uma força de levar o seu sonho a avante impressionante. Uma mulher de metro e meio que faz frente a um homem de quase dois metros e o faz apaixonar por ela.

Não sei se este livro terá uma continuação, o meu lado egoísta sente que precisa de uma, mas sei como seria arriscado e poderia destruir a história, no entanto não posso negar a vontade de ver um segundo nível do livro, talvez como titulo invertido “AMO-TE E ODEIO-TE” não sei, só queria saber mais da vida deles juntos e como vão lidar com as suas divergências profissionais... agora que estou ver têm aqui bastante sumo para um próximo livro.

ps- a música que mais ouvi enquanto li o livro foi Crazy do Shawn Mendes

ESPERO QUE LEIAM E O AMEM COMO EU AINDA O ESTOU AMAR.









ILOVEJOSH&LUCE4EVA

Por um fio || Opinião

dezembro 21, 2016

Para alguém que não gostou lá muito do primeiro livro da autora em questão, eu diria que fiz a minha parte muito bem, e li todos os seus livros publicados em Portugal, e foi sem dúvida uma daquelas situações cómicas, porque quando não gosto muito de um livro não dou segundas oportunidades, mas neste caso AINDA BEM QUE DEI. Eleanour & Park foi tão triste, triste demais, mas depois Fangirl e Anexos foi tudo aquilo que eu queria de um livro leve, foram livros tristes na quantidade certa, amorosos, engraçados e com finais abruptos, todo eles, inclusive Por um fio.

O livro começa com Georgia a nossa miúda, com dificuldades em dizer ao marido que precisa de ficar em casa para o natal, e depois de repente o marido, Neal, já não está lá, saiu e levou as duas crianças para irem passar o natal como já tinham planeado, a casa de sua mãe.

Com esta primeira impressão, eu fiquei desconfiada do Neal. E Georgie fica de rastos, e aparece no trabalho (o seu trabalho é super fixe, ela escreve séries de TV) e tenta não parecer desesperada perante Seth, o seu melhor amigo, e que por acaso é a única coisa que faz com que ela e Neal tenham um casamento tão estranho, porque há sempre a sensação de que Georgie está a tentar balançar o tempo entre Neal e Seth.

O primeiro dia é passa-se com ela a tentar ligar para Neal, e com Neal a não atender, nessa noite ela é incapaz de ir para casa e vai para casa da mãe onde, no seu quarto encontra um telefone fixo antigo, e é através de telefone que começa a falar com o marido, mas com o marido de á 20 anos atrás.

É incrivelmente stressante para mim a maneira como ela passa os primeiros dias a achar que é louca, que não pode ser. Ela tem tantas teorias, e realmente é loucura que ela consiga falar com o marido do passado, mas ao mesmo tempo, penso “o natal é a época dos milagres” ela têm um milagre nas mãos, e é esse milagre que me faz amar o livro, conhecer o Neal, conhecer uma Georgie diferente daquela, uma que está mais apaixonada pelo marido agora do que antes.

É certo que detesto que ela só possa falar com Neal á noite, quando chega a casa, mas também é certo de que a autora faz os melhores Flashbacks de sempre, não são forçados, são fluidos, parece algodão doce a derreter contra o céu da boca, e é assim que ela nos alimenta a curiosidade enquanto Georgie trabalha.

No inicio chateio-me com Neal, porque ele não sabe o que quer, está sempre num estado perpetuo de encolher de ombros e apetece-me abana-lo, mas depois ele quase-não-sorri para Georgie e derreto-me, porque ao mesmo tempo que me irrita por não saber o que quer da vida, conquista-me quando sabe que quer Georgie, mesmo que não seja fácil. (ver página 125)

Pensamentos finais:
  
    Os diálogos são fáceis, fluem tão bem, e dás por ti a sorrir, mas no inicio encontrei alguns problemas na leitura, porque perece-me que algumas palavras estão traduzidas no sitio errado .

    Estava sempre á espera que o Neal aparecesse de verdade, e isso deixava-me ansiosa.
  
    Existe um amor unilateral no livro, mas de ambas as partes, porque no inicio da relação, embora Georgie ame Neal, ele ama-a mais, e depois em 2013 parece-me o contrario, e isso deixou-me intrigada, porque é estranho pensar que o amor evolui e as vezes volta para trás.

     No final fiquei surpreendida porque percebi que o Neal não amava menos, estava só á espera que ela reparasse no que estava a fazer a um amor tão bonito.

    Adorei o livro, foi uma prenda amorosa de uma das minhas maiores amigas, e estou-lhe muito grata, é um livro lindo sobre o amor, e sobre como podemos viver em cima dele e estar tão acostumados a ele que não lhe damos o valor que merece.


No final acho que lhe dou 4 estrelinhas, pela escrita, história e mensagem que transmite.










livros

FANGIRL || Opinião

agosto 16, 2016


Oláá!! Neste post em especial vim falar-vos de algo muito querido ao meu coração. Livros. Eu sou a louca dos livros. Este verão foi bastante difícil ler porque os meus exames de 11ºano deram-me um T-R-A-B-A-L-H-Ã-O. Mesmo assim consegui ler 3 e acabar um. Um deles foi lido enquanto eu ainda estava na escola mas achei fixe vir falar dele. Vou dividir este post em quatro e falar dos livros individualmente, não quero deixar isto muuuuuuuuuuuuuuito chato por isso cá vamos nós.

O primeiro livro que li foi Fangirl. Que é de nada mais, nada menos de que Rainbow Rowell. Já vos falei de outro livro dela que li, “Eleanor and Park” e em como não gostei do livro, não sei se era eu que já estava para lá virada, se a história se parecia muito com um livro que já tinha lido quando era mais nova, não foi a minha cena.

No entanto depois li “Anexos” que foi espantoso, e decidi que queria ler outro livro dela, e comecei “Fangirl”. Então este livro está recheado de coisas que me tocam no nervo. Fanfics foram o inicio da minha “vida” online, a minha historia online vai para o seu quarto ano e não poderia ter ficado mais feliz em encontrar um livro que de uma forma ou de outra contasse a vida de uma miúda que escreve, e ao mesmo tempo têm uma vida.

SINOPSE
Cath ama os seus livros e a sua família. Haverá espaço para mais alguém? Todo o mundo é fã dos livros de Simon Snow. Mas Cath vai mais longe: ser fã desses livros tornou-se a sua vida. Ela e a sua irmã gémea, Wren, refugiaram-se na obra de Simon Snow quando eram miúdas, e na verdade foi isso que as salvou da ruína emocional que foi a perda da mãe. Ler. Reler. Interagir em fóruns, escrever ficção baseada na obra de Simon Snow, vestir-se como as personagens dos livros. Mas essas fantasias deixam de fazer sentido quando se cresce, e enquanto Wren facilmente abandona esse refúgio, Cath não consegue fazê-lo. Na verdade, nem quer. Agora que vão para a universidade, Wren não quer ficar no mesmo quarto de Cath. E esta fica sozinha e fora da sua zona de conforto. Partilha o quarto com uma miúda arrogante; tem um professor que despreza os seus gostos; um colega atraente mas que apenas fala sobre a beleza das palavras... e, ainda por cima, Cath não consegue parar de se preocupar com o seu pai, tão querido, frágil e solitário. A pergunta paira no ar: será que ela consegue triunfar sem que Wren lhe dê a mão? Estará preparada para viver a vida em seu nome? Escrever as suas próprias histórias? E se isso significar deixar Simon Snow para trás?

Para mim o livro está tão perto da realidade que dói. Primeiro porque ela precisa de lidar com a rejeição da sua irmã e melhor amiga, quando está a passar pelo difícil processo de entrar na universidade. Ela ainda por cima junta a solidão em que vão deixar o pai, e a preocupação de que ele pode reagir a isso de uma forma terrível. E ao mesmo tempo (novamente) ela ainda tem que estudar, e escrever fanfic, que acreditem é difícil, falo por experiencia própria. No meio disto tudo a colega de quarto dela é meio (tudo) diferente dela e passa a vida a meter no quarto o seu atual/ex que mais tarde vimos a descobrir ex/namorado no quarto. Nisto o namorado atual dela acaba com ela, um colega de escrita criativa rouba-lhe a história e ela têm um bloqueio para entregar o trabalho final. Acontecem tantas coisas ao mesmo tempo na vida dela, que se torna difícil ver para que lado ela se há-de virar. A parte boa é que, um problema de cada vez, ela consegue resolve-los a todos, incluindo a sua irmã gémea que se alua por estar na faculdade, até que o pior acontece e Cath precisa de ir em seu auxilio. 
Existe uma história paralela á sua vida na universidade e no mundo virtual de fanfic. A sua família. A sua família despedaçada por uma mãe que não aguentava o seu papel e decide que o certo a fazer é ir embora e arranjar uma nova família.
O que me surpreende em Cath, é que mesmo que o pai e a irmã lhe pedem que repense a relação com a mãe, ela é capaz de ver o que realmente se passa. Cath é uma personagem tímida, quieta, mas muito transparente e forte, de grandes convicções, é por isso que quando começa a namorar o ex namorado da sua colega de quarto não se deixa vencer pelo medo e ter um namorado, mas um namorado a sério. 
É super engraçado e romântico vê-los a conviver, a interagir, é especial e sentimo-nos logo tentados a querer entrar ali e sentir um amor quente e sincero entre eles.

E agora vamos para mais uma rodada de estrelinha.
Capa: 5🌟
 A capa é super bonita, eu adoro o tipo de capas que são usadas nos livros da autora, e bonecos simples e letras convidativas sempre ganharam para mim. Para estiver a perguntar “bonecos?” eu sou a fanática da bonecada.
História: 4🌟
 Completamente envolvente, super bem escrita e bem disposta, mas infelizmente, não é aquela historia que te faz pensar “ e a seguir?” para mim uma história só têm pontuação máxima se me conseguir fazer pensar isso, se me conseguir fazer respirar só o livro, o que no caso não aconteceu. No entanto todos nós precisamos de um livro para descontrair. É este.
Personagens: 5🌟
 Personagens super bem conseguidos e divertidos, todos têm uma intensidade na medida certa e sabem quando parar e puxar mais a corda. A minha personagem preferida foi o Levi, o namorado da Cath. Ele é bem disposto, e só se zanga uma vez em todo o livro, para além de que ele se apaixonou por ela quase desde o primeiro minuto.
Final: 5🌟
Em comparação com o final triste de “Eleanor and Peark” e o final de abrupto de “Anexos”, este final teve a dose perfeita de happy ending e de moderação. Acaba repentinamente, mas pelo menos sabemos que vai correr tudo bem sabem? Temos a sensação vertiginosa de que ela se vai tornar uma grande escritora. Que Wren vai ficar bem, que o pai delas vai superar a solidão de já não as ter e finalmente que ela e Levi são um só.





Eu espero mesmo que leiam o livro se tiverem numa onda de “relax” e se já leram deixem-me saber o que acharam.
Até á próxima docinhos!!!

livros

Apenas um dia. || Opinião

julho 18, 2016

Novo. Velho. As coisas são novas e velhas, o tempo caracteriza-as assim.

No entanto sinto que no meu coração, ou no de toda a gente, as coisas só são velhas quando desejamos que isso aconteça.
Não sei se se lembram de ter escrito sobre um livro chamado Apenas um dia, e de ter dito que por alguma razão, era um livro tão simples, mas que me tocou de uma forma tão grande, que foi como ter uma ferida que nem sequer sabia que lá estava. Quando o livro acabou fiquei despedaçada, pensei que o fim tinha mesmo sido aquele, até ir pesquisar e…

NÃO É QUE HAVIA A PORRA DE UMA SEQUELA? E OBRIGADA A DEUS E Á MINHA 
MÃE (QUE NÃO LIGOU MUITO AO MEU ESTERISMO) POR FAZEREM ISTO POSSIVEL, E Á MARAVILHOSA GAYLE QUE ESCREVE UM LIVRO MUITO MELHOR DO QUE O SEU BEST SELLER. Eu pessoalmente gosto mais desta historia dela do que a de Se eu ficar…JULGUEM-ME.

O que acontece é que este livro é escrito pela voz do lindo e sensual Willem, e se bem se lembram, da ultima vez que me encontrei com o Willem, quis mata-lo…agora também quero mata-lo porque vamos para a pagina 98 e tenho a o pressentimento de que já se enfiou em mais camas do que eu em hotéis.

Lembro-me da sensação de ler as palavras da Allyson, quando acordou desnorteada, sozinha á espera do peito quente do Willem, lembro-me de lhe suplicar que esperasse, e lembro-me de saber que eu também esperaria, até que o pânico tomasse conta de mim, e nessa altura, quando ela deixou que o pânico a levasse de volta para a America, o Willem estava no hospital, com uma contusão na cabeça depois de ter sido duramente espancado. Agora não estou zangada com ele, estou zangada com a maneira como mais uma vez, durante todo o primeiro livro, e agora este, o tempo brincou com eles.

Ainda não li o livro todo, e até agora o Willem voltou para a Holanda, está a viver com os amigos, andou três meses com uma miúda espanhol, fartou-se dela e agora está no méxico. Á procura da Allyson, porque se não vos disse, ele andou todo este tempo á procura dela, mesmo a tentar esquece-la com outras miúdas, ele é incapaz de a deixar de procurar.~


UPDATE

Okayyy então já vou mais avançada, quando escrevi acima tinha acabado de comprar o livro e agora já vou muito mais adiantada. A verdade é que ando cheia de medo para ler o livro, porque se leram o primeiro sabem que quando a Allyson encontra o Willem ele está com uma rapariga, e por alguma razão, quando existem estas partes da historia em que algum deles meio que “segui-o” em frente, eu passo-me, literalmente, então quero não ter que descobrir, mesmo que já esteja no fim.

O giro do livro, de ambos é que nos leva a viajar pelo mundo, e se há uns dias ele estava na Holanda, agora ele foi ao México á procura dela, e depois foi fazer aquilo que o levou a ficar mais tempo com a Allyson. Ele estava com medo de enfrentar o que se passava em casa, e naquele dia, em Paris com a Ally, ele pode escapar disso, mas agora ele está de caras com o problema. A mãe dele, com quem não fala, sem ser por emails há três anos. A questão é que agora começo a entender a historia dele melhor. 
Ele sempre se sentiu um intruso na relação intensa de amor que os pais dele viveram, a mãe dele sempre foi fria, mas o gelo derretia com o pai dele, e agora que o pai dele morreu, ele não sabe o que resta da ligação que eles tinham.

Descubrir o Willem é algo incrível, porque do ponto da Allyson não havia pistas nenhumas e agora o puzzle desmonta-se para nós e há uma certa “pena” porque o Willem, viajou durante três anos sozinho e mesmo sem contar nada a Allyson ela conseguiu tocar-lhe nos pontos fracos.
“Vou tomar conta de ti” foi o que ela lhe disse, e de uma maneira ou de outra, ela fez isso. Se lerem o livro, vão ficar impressionadas, é surreal. A Allyson não precisou de estar fisicamente com ele, desde que a conheceu a vida dele começou a refazer-se aos poucos.





Até á próxima docinhos, e leiam o livro por favooooooooooooor

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