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1Q84 Haruki Murakami - Opinião

setembro 19, 2020

Eu gosto de livros simples. Passam-me ao lado, livros onde o pretensiosnismo do autor, é mais agudo que o das personagens. Há algo de extraordinário num escritor que consegue, simultaneamente, descrever o complexo de forma natural. Murakami, apresenta-nos um mundo com duas luas e nós não lhe duvidamos da palavra. 


"19Q4 Volume I" empurra-nos para o Japão, onde no ano 1984 somos apresentados a duas personagens. Aomame, uma mulher fatal, no sentido mais lato da palavra (é uma assassina profissional) e Tengo, um professor de matemática e editor/escritor nas horas vagas. Capitulo sim, capitulo não, somos confrontados com estas duas realidades, muito destintas. 
Há medida que o livro avança, estes dois antagonistas vão se aproximando, naquilo que só podemos prever, ser uma colisão fatal.
É estranho começar a ler este livro, porque primeiro: é muito bem escrito, sentimos que estamos dentro do livro desde o primeiro momento e isso é raro. Muito. Já o disse aqui muitas vezes, mas a pior parte de um livro é o começo. Murakami possui o dom de nos familiarizar com tudo, de uma forma tão leve, que nem damos por ela. E segundo: o facto de termos a narração de dois personagens faz-nos constantemente ansiar sempre por um diferente. 
É de louvar aos céus, a narração do ponto de vista de um homem e de uma mulher, ser escrita pela mesma pessoas e não darmos por um pingo de descriminação. A história leva-nos pelos pormenores mais sórdidos do ser humano, sobre o poder e a crueldade de matar outro igual. Sobre quão longe, vai a sede de controlo e poder pelo outro. 
Este livro não é só sobre o Japão, ou sobre a vida de Tengo ou Aomame, é sobre os nós, pessoas, e até onde somos capazes de ir quando perdemos o controlo das situações onde nos encontramos.
Mas é engraçado, como ao inicio pensamos "mas porque raio estamos a ler sobre o professor/escritor e uma assassina?". Não estamos. 
É interessante, como tanto do livro gira em torno da violência contra a mulher. Aomame não mata homens "normais", mata homens que infernizam a vida de mulheres, que as espancam, que as violam, que as fazem querer por termo à própria vida. Tengo, sem saber, acaba por encontrar uma dessas mulheres, jovem e tão calada por fora, como talvez por dentro. Esta jovem parece ser a chave de tudo aquilo que vamos lendo. Sendo isso verdade ou ficção. Porque podem estes dois personagens, que vivem aparentemente no mesmo mundo, estar a caminhar em direção ao mesmo? 
Descobri aquilo que se passava com Tengo e Aomame no ultimo capitulo, percebi como se relacionavam e porque andava eu a ler sobre eles, alternadamente, um no ano de 1984 e outro no ano de 1Q84 e isso só confirmou aquilo que percebi no inicio do livro. Murakami é um génio. 
Este, não é tanto um livro que se pode explicar, nem tão pouco opinar. É um livro que precisa de ser lido, porque nenhum surpresa é tão boa, como a de perceber o jogo o que jogamos, ao longo das páginas deste primeiro volume. 

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O Livro dos Baltimore de Joel Dicker Opinião

agosto 25, 2020

 Com um mistério perspicaz, personagens com intelectos bem construídos e um cenário que relembra, em tudo, o sonho americano, Joel Dicker tinha em "O Livro dos Baltimore" tudo, para conquistar qualquer um. 

Não sei exatamente onde começou a minha obsessão com este livro, mas suponho que tenha sido a premissa de uma mesma familia, com dois ramos. Um a pender para a normalidade quotidiana e outro a pender para o luxo, fortuna e sorte. Estes dois ramos, juntam-se pela irmandade, que surge naturalmente entre primos na infância, no entanto, há medida que crescem, aproximam-se mais e mais de um Drama (acontecimento trágico), que mudou para sempre a história da família. 

A narrativa centra-se, ela própria num escritor. Marcus Goldman de Montclaire, um dos primos, que é agora um escritor milionário, a escrever sobre a ruína, daqueles que um dia idolatrou: os Goldman de Baltimore. Marcus, é ao mesmo tempo o foco e orador desta história, cheia de saltos no tempo.

Nesse aspeto, ponto para Dicker que consegue dar um sentido uniforme às analepses de que enche o livro, no entanto (como sempre, pelo menos para mim) o inicio deste livro é difícil, cheio de coincidências instantâneas que nos fazem duvidar da "veracidade" daquilo que se está  passar. O livro, só se começa a desenrolar verdadeiramente, quando somos atirados para o passado luxuoso onde Marcus e os primos, Hillel e Woody viveram.

Uma história de família trágica, que desde o inicio é previsível (uma infância a ver novelas e uma adolescência recheada de Eça), desde o inicio senti este desconforto quanto a Hillel e Woody, que são unidos pela necessidade de sobrevivência em ambiente escolar. Dicker, descreve com tantos pormenor as atrocidades que Hillel sofre na escola, que chega a ser desconfortável, também porque é óbvio que os seus pais, só não fazem nada em relação a isso para proveito do autor e da narrativa.

Entre indas e vindas do passado, de vez em quando somos obrigados a lidar com a vida atual de Marcus, que, ainda tenta desfazer-se do fantasma dessa família rica que perdeu. Estes, são os momentos menos necessários. Engolimos um romance pouco convincente, onde os diálogo, que aliás, foram a pior parte deste livro, se tornam ainda mais fracos. 

No entanto, embora talvez no meu tom se note ressentimento, este livro teve os seus altos, bons e maravilhosos. Quando o autor se concentra em contar-nos a história destes primos, que são tão humanos como qualquer um, que sentem ciúmes, amor, cumplicidade e ódio, o livro atinge o seu pináculo. 

Aventuras como as vimos nos filmes dos anos 80. Laços de amizade, que só existem enquanto o mundo não nos roubou a liberdade, e a atroz honestidade que nos consome quando somos crianças, são muitíssimo bem agarradas neste livro.

Uma tragédia previsível, mas felizmente bem fundamentada. Um destino ao qual nenhum destes três rapazes podia escapar e uma vida, vivida a remar contra a maré. Eles não puderam mudar o mundo. 



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Sol da Meia Noite de Stephenie Mayer Opinião

agosto 18, 2020

Há coisas que nunca esquecemos. Eu, por exemplo, não posso nunca, esquecer o auge dos meus 11 anos, altura em que forrei o quarto com posteres do Edward Cullen. Outra coisa que também não podemos esquecer, são as vagas de amor e ódio, que varreram os filmes e livros deste universo perverso e desumano.
Por isso, com uma mão cheia de tempo livre e outra cheia de curiosidade, li as 750 páginas que dão vida a "Sol da Meia Noite". 


Foi a primeira vez que li um livro da saga e encontrei-a, parecida como a tinha deixado na memória dos filmes. Nada feliz. Sempre vi os filmes da saga por alto, mas lembro-me do desalento e da tristeza que pairava sobre o universo de Bella Swan e, aquilo que encontrei nos factos narrados por Edward, foi ainda mais depressivo.
A monotonia de Forks e dos Cullen é levada pela chegada de Bella e, se alguma vez nos pareceu que Edward era forte ou poderoso, cai tudo por terra.
Insegurança e medo são dois adjetivos que caracterizam o tom do livro, aliás, ás vezes a batalha interna de Edward é tanta que damos por nós a sentir que já lemos sobre isso mais do que o necessário e talvez, talvez tenha sido esse o único aspeto que me aborreceu na leitura. Necessário, sim. Aborrecido, de certeza.
Mas, tirando essa pedra, posso dizer que fui sugada para Forks em menos de dois ou três capítulos. A lamechice ou o romance não tem muito espaço nas primeiras 300 páginas e aquilo a que somos apresentados é ao amor sem precedentes de Edward por Bella, um amor tão grande, que para ele se mistura com outros sentimentos tão profundos, que se tornam uma mixórdia de alegrias, euforias, depressões e dúvidas. Chega a ser fácil pensar na sensação de se estar verdadeiramente apaixonado (menos a parte do sangue).
E é fácil descarrilarmos este combóio. E foi isso que li em alguns sites. Um tipo que ama e luta por não matar e manter viva a namorada, que a espia durante o sono... se alguém esperava um salto neste tópico, deixem-me dizer-vos que não existe. Para além de ele sentir culpa pelo comportamento obsessivo, no livro e talvez no género do livro, encontremos uma resposta para o mesmo: É fantasia. É um livro sobre o fantástico. 
É que o tipo é um monstro não é? Os vampiros não sugam sangue e não matam pessoas? Não é isso que vemos em Drácula? Vampire Diaries? Humanos indestrutíveis, com instintos animais? Só que estes Cullen tem um auto-controlo grande e querem viver de acordo com as regras humanas. 
E para ser honesta, ninguém teria tanto azar como Bella Swan na vida real. E ninguém teria tanta sorte para encontrar um tipo como Edward, pronto e com força suficiente para nos salvar de uma carrinha desgovernada, que está prestes a esmagar-nos. 
Honestamente, ao ler o livro, torna-se difícil de o ver como um stalker, dada a sua natureza e condição, e com a quantidade de infortunios que rodeiam Bella, senão fosse por Edward ela precisaria de duas ou três guarda-costas e de uma limpeza astral. Não é humanamente possível alguém ter tanto azar. 
A minha conversa de sempre, um livro de fantasia que as pessoas querem a todo o custo polarizar para a vida real. 
Sol da Meia Noite é um livro de leitura fácil, Stephenie Mayer sabe escrever e é muito (muito) paciente, não atira o barro à parede e espera que cole. Antes, cada pequena revelação, cada coisa que poderia ser bizarra, é contada de forma e na altura certa. São poucas as vezes que desacreditamos ou colocamos em causa a veracidade do universo que ela construiu. A escrita é simples e flui como mel... e por falar em mel! Este livro (graças a Deus) não é uma pieguice pegada! As coisas são naturais e fluidas e há muito mais espaço para conversas e piadas internas do que para uma necessidade sangue suga (piada) de romance a torto e a direito, isso teria feito com que eu deixasse o livro a meio.
Por isso, de uma pessoa que mal consegue ver os filmes, que se torce toda, com os franzir de olhos que fazem com que os vampiros pareçam, na sua maioria miopes, posso dizer-vos que este livro é muito, muito diferente da história que vimos nos cinemas. Pelo menos aqui ninguém anda sempre a semicerrar os olhos.
Edward parece mais humano, Bella menos frágil, uma verdadeira heroína mesmo e, tal como para Edward, a única que é capaz de levantar o nevoeiro depressivo que se abate sobre a leitura.
Este livro, não nos faz particularmente pensar ou refletir (a não ser na imortalidade, que no fim de algum tempo a matutar, descobri que é simplesmente igual a morrer), mas faz-nos passar o tempo. Preferível a ver uma série ou filme, gostei muito mais de ler, do que de ver.










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FANGIRL || Opinião

agosto 16, 2016


Oláá!! Neste post em especial vim falar-vos de algo muito querido ao meu coração. Livros. Eu sou a louca dos livros. Este verão foi bastante difícil ler porque os meus exames de 11ºano deram-me um T-R-A-B-A-L-H-Ã-O. Mesmo assim consegui ler 3 e acabar um. Um deles foi lido enquanto eu ainda estava na escola mas achei fixe vir falar dele. Vou dividir este post em quatro e falar dos livros individualmente, não quero deixar isto muuuuuuuuuuuuuuito chato por isso cá vamos nós.

O primeiro livro que li foi Fangirl. Que é de nada mais, nada menos de que Rainbow Rowell. Já vos falei de outro livro dela que li, “Eleanor and Park” e em como não gostei do livro, não sei se era eu que já estava para lá virada, se a história se parecia muito com um livro que já tinha lido quando era mais nova, não foi a minha cena.

No entanto depois li “Anexos” que foi espantoso, e decidi que queria ler outro livro dela, e comecei “Fangirl”. Então este livro está recheado de coisas que me tocam no nervo. Fanfics foram o inicio da minha “vida” online, a minha historia online vai para o seu quarto ano e não poderia ter ficado mais feliz em encontrar um livro que de uma forma ou de outra contasse a vida de uma miúda que escreve, e ao mesmo tempo têm uma vida.

SINOPSE
Cath ama os seus livros e a sua família. Haverá espaço para mais alguém? Todo o mundo é fã dos livros de Simon Snow. Mas Cath vai mais longe: ser fã desses livros tornou-se a sua vida. Ela e a sua irmã gémea, Wren, refugiaram-se na obra de Simon Snow quando eram miúdas, e na verdade foi isso que as salvou da ruína emocional que foi a perda da mãe. Ler. Reler. Interagir em fóruns, escrever ficção baseada na obra de Simon Snow, vestir-se como as personagens dos livros. Mas essas fantasias deixam de fazer sentido quando se cresce, e enquanto Wren facilmente abandona esse refúgio, Cath não consegue fazê-lo. Na verdade, nem quer. Agora que vão para a universidade, Wren não quer ficar no mesmo quarto de Cath. E esta fica sozinha e fora da sua zona de conforto. Partilha o quarto com uma miúda arrogante; tem um professor que despreza os seus gostos; um colega atraente mas que apenas fala sobre a beleza das palavras... e, ainda por cima, Cath não consegue parar de se preocupar com o seu pai, tão querido, frágil e solitário. A pergunta paira no ar: será que ela consegue triunfar sem que Wren lhe dê a mão? Estará preparada para viver a vida em seu nome? Escrever as suas próprias histórias? E se isso significar deixar Simon Snow para trás?

Para mim o livro está tão perto da realidade que dói. Primeiro porque ela precisa de lidar com a rejeição da sua irmã e melhor amiga, quando está a passar pelo difícil processo de entrar na universidade. Ela ainda por cima junta a solidão em que vão deixar o pai, e a preocupação de que ele pode reagir a isso de uma forma terrível. E ao mesmo tempo (novamente) ela ainda tem que estudar, e escrever fanfic, que acreditem é difícil, falo por experiencia própria. No meio disto tudo a colega de quarto dela é meio (tudo) diferente dela e passa a vida a meter no quarto o seu atual/ex que mais tarde vimos a descobrir ex/namorado no quarto. Nisto o namorado atual dela acaba com ela, um colega de escrita criativa rouba-lhe a história e ela têm um bloqueio para entregar o trabalho final. Acontecem tantas coisas ao mesmo tempo na vida dela, que se torna difícil ver para que lado ela se há-de virar. A parte boa é que, um problema de cada vez, ela consegue resolve-los a todos, incluindo a sua irmã gémea que se alua por estar na faculdade, até que o pior acontece e Cath precisa de ir em seu auxilio. 
Existe uma história paralela á sua vida na universidade e no mundo virtual de fanfic. A sua família. A sua família despedaçada por uma mãe que não aguentava o seu papel e decide que o certo a fazer é ir embora e arranjar uma nova família.
O que me surpreende em Cath, é que mesmo que o pai e a irmã lhe pedem que repense a relação com a mãe, ela é capaz de ver o que realmente se passa. Cath é uma personagem tímida, quieta, mas muito transparente e forte, de grandes convicções, é por isso que quando começa a namorar o ex namorado da sua colega de quarto não se deixa vencer pelo medo e ter um namorado, mas um namorado a sério. 
É super engraçado e romântico vê-los a conviver, a interagir, é especial e sentimo-nos logo tentados a querer entrar ali e sentir um amor quente e sincero entre eles.

E agora vamos para mais uma rodada de estrelinha.
Capa: 5🌟
 A capa é super bonita, eu adoro o tipo de capas que são usadas nos livros da autora, e bonecos simples e letras convidativas sempre ganharam para mim. Para estiver a perguntar “bonecos?” eu sou a fanática da bonecada.
História: 4🌟
 Completamente envolvente, super bem escrita e bem disposta, mas infelizmente, não é aquela historia que te faz pensar “ e a seguir?” para mim uma história só têm pontuação máxima se me conseguir fazer pensar isso, se me conseguir fazer respirar só o livro, o que no caso não aconteceu. No entanto todos nós precisamos de um livro para descontrair. É este.
Personagens: 5🌟
 Personagens super bem conseguidos e divertidos, todos têm uma intensidade na medida certa e sabem quando parar e puxar mais a corda. A minha personagem preferida foi o Levi, o namorado da Cath. Ele é bem disposto, e só se zanga uma vez em todo o livro, para além de que ele se apaixonou por ela quase desde o primeiro minuto.
Final: 5🌟
Em comparação com o final triste de “Eleanor and Peark” e o final de abrupto de “Anexos”, este final teve a dose perfeita de happy ending e de moderação. Acaba repentinamente, mas pelo menos sabemos que vai correr tudo bem sabem? Temos a sensação vertiginosa de que ela se vai tornar uma grande escritora. Que Wren vai ficar bem, que o pai delas vai superar a solidão de já não as ter e finalmente que ela e Levi são um só.





Eu espero mesmo que leiam o livro se tiverem numa onda de “relax” e se já leram deixem-me saber o que acharam.
Até á próxima docinhos!!!

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Apenas um dia. || Opinião

julho 18, 2016

Novo. Velho. As coisas são novas e velhas, o tempo caracteriza-as assim.

No entanto sinto que no meu coração, ou no de toda a gente, as coisas só são velhas quando desejamos que isso aconteça.
Não sei se se lembram de ter escrito sobre um livro chamado Apenas um dia, e de ter dito que por alguma razão, era um livro tão simples, mas que me tocou de uma forma tão grande, que foi como ter uma ferida que nem sequer sabia que lá estava. Quando o livro acabou fiquei despedaçada, pensei que o fim tinha mesmo sido aquele, até ir pesquisar e…

NÃO É QUE HAVIA A PORRA DE UMA SEQUELA? E OBRIGADA A DEUS E Á MINHA 
MÃE (QUE NÃO LIGOU MUITO AO MEU ESTERISMO) POR FAZEREM ISTO POSSIVEL, E Á MARAVILHOSA GAYLE QUE ESCREVE UM LIVRO MUITO MELHOR DO QUE O SEU BEST SELLER. Eu pessoalmente gosto mais desta historia dela do que a de Se eu ficar…JULGUEM-ME.

O que acontece é que este livro é escrito pela voz do lindo e sensual Willem, e se bem se lembram, da ultima vez que me encontrei com o Willem, quis mata-lo…agora também quero mata-lo porque vamos para a pagina 98 e tenho a o pressentimento de que já se enfiou em mais camas do que eu em hotéis.

Lembro-me da sensação de ler as palavras da Allyson, quando acordou desnorteada, sozinha á espera do peito quente do Willem, lembro-me de lhe suplicar que esperasse, e lembro-me de saber que eu também esperaria, até que o pânico tomasse conta de mim, e nessa altura, quando ela deixou que o pânico a levasse de volta para a America, o Willem estava no hospital, com uma contusão na cabeça depois de ter sido duramente espancado. Agora não estou zangada com ele, estou zangada com a maneira como mais uma vez, durante todo o primeiro livro, e agora este, o tempo brincou com eles.

Ainda não li o livro todo, e até agora o Willem voltou para a Holanda, está a viver com os amigos, andou três meses com uma miúda espanhol, fartou-se dela e agora está no méxico. Á procura da Allyson, porque se não vos disse, ele andou todo este tempo á procura dela, mesmo a tentar esquece-la com outras miúdas, ele é incapaz de a deixar de procurar.~


UPDATE

Okayyy então já vou mais avançada, quando escrevi acima tinha acabado de comprar o livro e agora já vou muito mais adiantada. A verdade é que ando cheia de medo para ler o livro, porque se leram o primeiro sabem que quando a Allyson encontra o Willem ele está com uma rapariga, e por alguma razão, quando existem estas partes da historia em que algum deles meio que “segui-o” em frente, eu passo-me, literalmente, então quero não ter que descobrir, mesmo que já esteja no fim.

O giro do livro, de ambos é que nos leva a viajar pelo mundo, e se há uns dias ele estava na Holanda, agora ele foi ao México á procura dela, e depois foi fazer aquilo que o levou a ficar mais tempo com a Allyson. Ele estava com medo de enfrentar o que se passava em casa, e naquele dia, em Paris com a Ally, ele pode escapar disso, mas agora ele está de caras com o problema. A mãe dele, com quem não fala, sem ser por emails há três anos. A questão é que agora começo a entender a historia dele melhor. 
Ele sempre se sentiu um intruso na relação intensa de amor que os pais dele viveram, a mãe dele sempre foi fria, mas o gelo derretia com o pai dele, e agora que o pai dele morreu, ele não sabe o que resta da ligação que eles tinham.

Descubrir o Willem é algo incrível, porque do ponto da Allyson não havia pistas nenhumas e agora o puzzle desmonta-se para nós e há uma certa “pena” porque o Willem, viajou durante três anos sozinho e mesmo sem contar nada a Allyson ela conseguiu tocar-lhe nos pontos fracos.
“Vou tomar conta de ti” foi o que ela lhe disse, e de uma maneira ou de outra, ela fez isso. Se lerem o livro, vão ficar impressionadas, é surreal. A Allyson não precisou de estar fisicamente com ele, desde que a conheceu a vida dele começou a refazer-se aos poucos.





Até á próxima docinhos, e leiam o livro por favooooooooooooor

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Anexo || Opinião

maio 26, 2016

Acabei o meu livro.

Andava a ler um livro.

Sobre duas amigas.

Estou a escrever desta maneira porque o livro passa-se mais ou menos por e-mails.

O que equivale a isto que estou aqui a fazer.

Ontem publiquei aqui acerca do meu novo método e acho que estou disposta aceita-lo. Gosto de aceitar as coisas por mim. Às vezes sou um bocado estranha porque digo gosto da pressão das coisas, mas depois as pessoas fazem-me pressão e acabo por detesta-lo, por isso hoje decidi que gosto do tipo de pressão que exerço sobre mim. Não gosto que pessoas mal-educadas que só me conhecem por uma parte minha publicada num site exerçam pressão sobre mim.

O livro “Anexos” é mais ou menos aquilo que esperava dele, sem o “esperava”, na verdade esperava que fosse muito mais aborrecido. Às vezes adoro livros aborrecidos porque me fazem descontrair, no entanto não me fazem apaixonar. Deve ser por isso que pessoas que tiveram um namoro muito intenso depois namoram muito, com muitas pessoas, mas sem muita intensidade. O Lincoln não é assim, na verdade o Lincoln tornou-se tudo aquilo que eu esperava de um homem.

O livro fala-nos basicamente de um rapaz que levou um forte ponta pé no rabo da sua namorada Sam, que amava intensamente, no entanto ela era como o verão sabem? Aquele tipo de amor fugaz, que quando dás por ti desapareceu para dar lugar ao inverno…geralmente o inverno dura alguns meses, no caso de Lincoln durou nove anos. Lincoln aceita um trabalho maravilhoso (ironiiiiiiia) num jornal “The Courier” para trabalhar á noite a monitorizar os e-mails das pessoas, (já mencionei que este livro se passa do antigo milénio par ao novo? Porque é assim que se passa) e então ele acaba por se apaixonar por uma de duas amigas que trocam e-mail muito interessantes sobre as suas vidas.

Beth e Jennifer são amigas…pelo menos amigas de e-mail, elas falam essencialmente no trabalho por mail, porque finalmente o jornal instalou internet ahaha, o engraçado da situação é que Jennifer e toda a gente sabem que os emails são vigiados, mas Beth não quer saber, continua a usar palavras inapropriadas segundos os chefes, como (calma, porque isto é um pouco pesado) período, a sério a palavra começada por “p” levanta bandeiras vermelhas no sistema que Lincoln controla, e era suposto ele denuncia-las, mas ele está irremediavelmente apaixonado por uma rapariga que não conhece. Beth é uma força da natureza, no início do livro queria revirar os olhos ao seu namorado perfeito, ao seu maravilhoso trabalho como crítica de cinema, ela até era alta e linda. Mas depois ela dá-me um valente soco no estomago quando percebo que a historia dela com o Chris (namorado) não é assim tão perfeita, ele é um sacana a sério, ela paga-lhe a renda, ela ama-o como se ama a magia estranha que nos prende a um filme maravilhoso que sabemos que não é verdade, e ele também a ama, embora seja uma estrela do rock sem reconhecimento para além da cidade onde atua, ele nunca, NUNCA, olha para mais ninguém, porque segundo ele, ele ama a Beth mais do que é possível suportar… (podia ser muito spoiler, mas quero que leiam o livro) por tanto ele é um anormal!!!!!!!

E Jennifer… ela é muito engraçada, mesmo sendo muito angustiante, o marido dela é lindo, e ama-a, e eles tem uma vida perfeita, só que ele quer ter um filho, e ela não, na verdade o livro começa com um “feto alcoólico” ou seja, ela acha que está grávida porque foi beber com o marido e teve relações sexuais com ele e não se lembra se usaram proteção ou não. O que sinceramente torna os primeiros episódios muito engraçados.

Digo episódios porque me dá tanta piada ler o livro que nestes últimos dias tenho relatado os acontecimentos á Diana, sinto-me como o Lincoln o que é bastante fixe sabem? Essa é a cena boa dos livros, estás a entrar na vida dos personagens e ninguém diz que és bisbilhoteira ou assim, porque pagaste para te ali meter, o que é um pouco imoral se pensar bem nisso, mas no entanto como a E.L 

James reforça num dos seus livros, nada é realidade, por isso tecnicamente, não estou a meter-me na vida daquelas pessoas, estou a meter-me na cabeça do autor…o que pode ser ainda mais estranho, é assim que as pessoas se sentem quando leem a minha historia?

Concluindo, eu não gostei do primeiro livro que li desta autora, “Eleanor and Park” porque foi muito triste, demasiado triste, e embora saiba que coisas daquelas acontecem na vida real, existe uma parte de mim que se sente ligada aquele tipo de casos sabem? Não sei porquê. Também só decidi que não gostei do livro estes dias quando passava os olhos por cima. Nunca podemos dizer que gostamos de um livro a seguir a lê-lo, mais tarde ou mais cedo mudamos de opinião…
Espero que tenham gostado, a sério, leiam o maldito livro, deviam ver o final a sério… BESTIAL!!!!






-Sara.


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