Time to kill? DIY cosmic set

março 06, 2019



Eu sempre gostei de fazer coisas. Provavelmente porque na minha família muitas das profissões são táteis, o meu avô era carpinteiro e eu passei a vida rodeada de pedaços de madeira que ganhavam vida e adornavam as casas das pessoas na nossa vila.

Embora a carpiria seja incrível é bastante difícil e sempre me encontrei mais com as mãos enfiadas no barro entre as videiras do que outra coisa qualquer.

De vez em quando, aqui em Lisboa sinto falta disso, por isso uns dias antes do 4 semestre começar comprei um pedaço pasta de moldar e resolvi fazer este cosmic set. Claro que primeiro fiz um coelho, depois aborreci-me e passei a próxima hora e meia a esculpir estrelas e uma lua com um narizinho que me faz lembrar uma escultura que a minha avó tem em casa.

Por isso a minha dica com tempo livre, achem ou não que são capazes, é pegar num destes pedaços de pasta de moldar e criarem alguma coisa vossa, dinheiro nenhum paga uma decoração tão bonita como a que foi feita por nós.


Por isso, se quiserem fazer o vosso cosmic set aqui está a receita:
• para fazer as estrelas sem molde, porque é dificil AF





Pretty Woman || Opinião

março 04, 2019





Espantoso é eu ter chegado à incrível idade de 20 anos sem ver Pretty Woman. O que também é espantoso é o facto de a netflix ter um filme considerado clássico!

Isto começa até de forma triste, estava eu a tentar ver o filme “Não é tão romântico”, que é um filme com uma mensagem forte, mas com um enredo pobre e digamos com franqueza, bastante “secante”, quando começo a questionar o filme que a protagonista começou a ver no inicio da trama.

“Pretty Woman”? Porque é que tenho a sensação de que ando a ouvir falar deste filme desde que tenho três anos?

Bom, não Pretty Woman não é uma mensagem de inclusão, de aceitação e muito menos de diversidade, um casal muito bem parecido que alimenta as ilusões e sonhos de milhares de raparigas da classe média. Viv é uma prostituta com um “sorriso de 1 milhão de dólares” que acaba a conduzir o carro do milionário Edward Lewis. Aqui temos já um ponto a meu favor, é que por esta altura tanto eu como a Viv estávamos mais interessadas no carro dele do que no dinheiro.

A verdade é que há algo de trágico em histórias como estas que apelam com força às massas, talvez por todos nós sermos uma Vivian à procura de algo mais e de repente ficarmos parados naquela estúpida casa do monopólio que nos leva á prisão, e enquanto estamos parados na casa da  prisão, a ver os outros lançar os dados, esperamos que um deles nos venda a carta de “saída da prisão”. O Edward salvou a Viv em termos financeiros, mas o impacto dela na vida dele não tem preço...onde é que já vimos isto antes? Ou foi depois? É impressão minha ou hoje em dia as personagens masculinas são um Mr.Darcy e um Mr.Lewis postos numa batedeira? 

Volto a dizer, eu não tinha lido “Orgulho e Preconceito” nem visto “Pretty Woman” e mesmo assim, aquilo que escrevi antes baseia-se nestes dois personagens.

Conclusões finais? Uma comédia romântica para ver e rever  até termos decorado as falas, enquanto pensamos se ficaríamos tão giras com uma peruca loira como a Julia Roberts ficou.

PS: Eu ainda fui capaz de chorar a ver o filme não é incrível?!


PSS: Aquele tipo do hotel era mesmo simpático!

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